Criatividade e tecnologia foram os principais tópicos da 15ª Jornada de Comunicação da Faculdade Canção Nova, idealizada pelos cursos de Comunicação Social, Rádio e Televisão e Jornalismo. A partir do tema “Comunicação em Movimento: Narrativas e Processos Criativos no Ecossistema Audiovisual”, o evento possibilitou conhecimentos inéditos para os alunos e professores.
Ao longo dos dias 6, 7 e 8 de maio, no Auditório São Paulo e nas instalações da FCN, a Jornada proporcionou uma verdadeira imersão no universo comunicacional, indo além do mercado de trabalho tradicional e explorando como diferentes áreas dialogam com os aspectos da comunicação, através da criatividade, técnica e expressão.

O primeiro dia teve como abertura do evento a celebração da Santa Missa, presidida pelo Pe. Márcio Prado, sacerdote da Comunidade Canção Nova, em honra e louvor a Deus pela Faculdade e pela Jornada deste ano.
Em seguida, a palestra de abertura “O futuro ainda será humano? Impactos da IA no jornalismo e no audiovisual” foi conduzida pelo Prof. Dr. Ivan Paganotti, abordando o futuro da comunicação frente aos avanços tecnológicos, com enfoque na inteligência artificial. “Eu vou tentar mostrar para vocês que sim, tem um futuro. O futuro ainda vai ser humano. Tem muito espaço para profissionais de qualidade mostrarem o seu diferencial. O que eu vou tentar defender para vocês é que a gente pode ter um espaço ainda, um diferencial nosso, como comunicador, se a gente souber fazer o que a máquina não consegue“, pontuou.

Em continuidade, o segundo dia foi destinado exclusivamente às oficinas, atividades práticas voltadas aos estudantes como contribuição direta, em vista da capacitação dos alunos e futura atuação profissional.
Foram realizadas as oficinas “Fotografia Publicitária”, lecionada por André Luiz Tomino; “Motion Design: o movimento e a expressão das narrativas visuais”, com Cayel Lorena; “Roteiro: o audiovisual em storytelling”, por Romulo Barros; “A Vida em expressão: respirando ares da arte da interpretação e improvisação teatral”, guiada por Maria Izabel Barbosa; e “Telejornalismo: vivências, reportagem e produção”, com Emerson Tersigni.





Já no terceiro e último dia, a programação seguiu com as palestras de encerramento, ministradas por Fábio Henriques e Silvio Giraldi.
No campo da produção musical, Fábio Henriques, engenheiro de Gravação e Mixagem, em sua palestra “Entre Frequências e Emoções: criatividade, desafios e mitos da produção musical contemporânea“, apresentou a área como linguagem narrativa e mecanismo de comunicação criativo, não se resumindo a processos unicamente musicais. Explicou que a técnica, as ferramentas e o estilo do produtor também importam. “Eu acho que o importante, e aí já voltando no que eu tinha acabado de falar, é a capacidade de pensar fora da caixa. É você mostrar para a ferramenta que você pode ser melhor do que ela, não como um desafio, mas entendendo que muito da criatividade musical, da novidade e do sucesso de um artista vem de fazer justamente o que ninguém esperava que fosse feito, do inusitado.”, destacou.
Ao ser entrevistado pelos alunos do curso de Jornalismo João Saggioro, Maria de Fátima Lopes e Mariana Bianchi, Fábio respondeu que seu início na produção musical veio de sua formação em Engenharia Eletrônica e da oportunidade no exterior. “Eu tenho uma formação de Engenharia Eletrônica, depois passei 7 anos juntando dinheiro, e aí fui fazer um curso de áudio nos Estados Unidos, porque não existia no Brasil… e fui. Quando eu voltei, tive a oportunidade de ver um anúncio sobre um estúdio que gravava sem fita, e eu tinha acabado de aprender isso. Aí bati na porta e entrei.“, disse.

Técnica, articulação e capacidade de se comunicar foram alguns dos elementos abordados por Silvio Giraldi, famoso dublador e diretor de dublagem, em sua palestra “A Voz que dá Vida: a dublagem na interpretação e construção de personagens“, ao analisar a respectiva arte e profissão para além da interpretação teatral, adentrando na história da dublagem e do cinema.
“A dublagem tem um tripé, e que se você tirar qualquer uma dessas coisas dela, ela cai.“, explicou. “A dublagem depende do sincronismo. O que define a dublagem é você ter o som sincronizado com a boca do personagem. Você não pode ter um filme que seja bem dublado e que não respeite o movimento labial dos personagens em cena. A interpretação é um outro pilar, porque se você não tem a interpretação correta, a intenção de cada fala, por mais que tenha o sincronismo, você não vai passar a mensagem e a ideia daquela cena como ela foi concebida. E uma outra coisa que é importantíssima é a dicção. Não adianta ter sincronismo e interpretar bem se as pessoas não entenderem o que sai da sua boca“, continuou, ao falar sobre o tripé da prática de dublar.

Mais do que palestras e oficinas, a 15ª Jornada de Comunicação promoveu encontros e experiências que marcaram a formação dos participantes, colocando o aluno como sujeito ativo no desenvolvimento de competências profissionais e inspirando a criatividade, a personalidade e a inovação.
Acesse o Instagram da Faculdade Canção Nova para ver todas as produções feitas pelos alunos!
– Por Mariana Bianchi, aluna voluntária no Núcleo de Comunicação do Polo Educacional Canção Nova