Atualização do Acervo

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO ACERVO PARA BIBLIOTECA DA FACULDADE CANÇÃO NOVA

I – DA FINALIDADE

Art. 1º – Este Instrumento de Política de Desenvolvimento do Acervo para

Biblioteca da Faculdade Canção Nova, tem por finalidade definir procedimentos

para atualização, manutenção, conservação, preservação e descarte do Acervo

da Bibliográfico.

II – DOS OBJETIVOS

Art. 2º – O objetivo deste Instrumento de Política de Desenvolvimento do

Acervo é de ser um parâmetro para planejamento e acompanhamento de forma

padronizada e segura, do desenvolvimento do acervo, orientando a toma da de

decisões quanto aos materiais que devem ser adquiridos, mantidos ou

descartados pela Biblioteca.

IV – DA.AQUISIÇÃO DE MATERIAIS BIBLIOGRAFICOS

Art. 3º – O Processo de agregação de material bibliográfico por meio de

compra, doação ou permuta, com o objetivo de manutenção e atualização do

acervo, para apoiar o ensino, a pesquisa e a extensão devem estabelecer

prioridades de acordo com a área de conhecimento.

V – DA COMPRA

Art. 4º – A verba destinada à aquisição de material bibliográfico para suprir as

necessidades dos cursos na FCN, prevista no orçamente, será distribuída de

conformidade com as prioridades aprovadas pela Diretoria da FCN.

§ 1º – O processo de compra, deverá envolver a coordenação do respectivo

curso, a Diretoria Acadêmica a(o) Bibliotecária(o), a Diretoria Administrativa e

Financeira e o Setor de Compras.

§ 2º – A(o) bibliotecária(o) deverá elaborar e encaminhar as listagens das obras

a serem adquiridas e acompanhar todas as etapas do processo.

VI – DA DOAÇÃO

Art. 5º – Doação para efeito deste documento, consideram as seguintes

origens para efeito de doações:

I – Publicações não comercializadas;

II – Coleções particulares e/ou especiais;

III – Publicações doadas por pessoas físicas e/ou jurídicas.

§ 1º – As aquisições por doação/permuta de obras de interesse da biblioteca

deverão ser incentivadas, principalmente no que se refere às publicações não

comercializadas e as governamentais.

§ 2º – As doações de pessoas físicas e de coleções particulares e ou especiais

poderão ser recebidas pela Biblioteca, caso haja interesse recomenda – se que

o doador assine um termo de Doação.

§ 3º – A Biblioteca pode recusar doações com restrições específicas às quais

não estão aptas a atender como exigência de local especial ou uso restrito.

§ 4º – Doações consideradas qualitativa e/ou quantitativamente importantes

para FCN e que possuírem exigências específicas para sua incorporação ao

acervo deverão, obrigatoriamente, ser submetidas à Diretoria para emissão de

parecer.

§ 5º – A incorporação das obras doadas somente será efetivada após pré-

seleção pela(o) bibliotecário e ciência da Diretoria.

§ 6º – Para fins de patrimônio, toda obra, mesmo recebida por doação, deverá

ter um valor atribuído em moeda corrente no país.

§ 7º – As obras doadas que não forem de interesse da Biblioteca poderão ser

descartadas, doadas ou permutadas com outras Instituições.

VII – DA PERMUTA

Art. 6º – A permuta consiste na troca de publicações editadas por instituições ,

que atendam ao interesse da biblioteca.

Parágrafo Único – A permuta deverá adotar os mesmos critérios para seleção

de materiais bibliográficos e especiais.

VIII – DA SELEÇÃO DE MATERIAS

Art. 7º – A Seleção de Bibliografias, fundamentado em controle bibliográfico de

acordo com as necessidades da comunidade universitária determina as

melhores opções, para aquisições.

§ 1º – O processo de seleção deverá ser efetuado pela Bibliotecária com o

auxilio da Diretoria Acadêmica e Coordenação de Curso, se necessário.

§ 2º – São critérios de seleção:

I – adequação do material aos objetivos da FCN;

II – adequação aos ementários dos cursos;

III – qualidade técnica do conteúdo;

IV – atualidade da obra;

V – demanda comprovada;

VI – acessibilidade do idioma;

VII – relevância histórica;

VIII – áreas de abrangência do título;

IX – qualidade visual e auditiva de materiais especiais;

X – condições físicas da obra;

XI – adequação ao número de usuários.

IX – DA SELEÇÃO QUALITATIVA

Art. 8º – A Seleção Qualitativa tem o objetivo de garantir a qualidade do

processo de seleção do acervo bibliográfico.

Parágrafo Único – Recomenda –se considerar os seguintes aspectos:

I – solicitar periodicamente aos Colegiados de Curso as

bibliografias básicas atualizadas das disciplinas pelos docentes;

II – avaliar as sugestões apresentadas pelo corpo discente;

III – considerar as necessidades específicas de cursos em fase de implantação

ou de atualização curricular;

IV – manter atualizadas as obras de referência impressas ou eletrônicas;

V – considerar sugestões de assinatura de periódicos eletrônicos;

VI – títulos com conteúdos de caráter informativo e jornais deverão também ser

avaliados, levando – se em conta o seu uso;

VII – definir, de acordo com critérios estabelecidos, juntamente com o

Colegiado de cada curso, o número de exemplares de monografias e trabalhos

de conclusão de curso que deverá ser mantido na Biblioteca;

VIII – definir para as coleções especiais e de obras raras critérios próprios de

seleção.

X – DA SELEÇÃO QUANTITATIVA

Art. 9 – Através da Seleção Quantitativa deve – se seguir o parâmetro

estabelecido pelo MEC, que prevê bibliografia básica em quantidade suficiente

para atender o número de alunos matriculados.

XI – CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ACERVO

Art. 10 – A conservação, por ser um conjunto de técnicas e procedimentos

destinados a assegurar a proteção das obras contra fatores que possam afetar

a sua integridade, compete a Biblioteca estabelecer procedimentos, para os

usuários, promovendo campanhas para o uso consciente do acervo.

§ 1º Orientar adequadamente os colaboradores que trabalham com o acervo

sobre o seu manuseio, armazenamento, segurança, transporte e limpeza;

§ 2º Manter o acervo em boas condições de uso e conscientizar os usuários

através de campanhas sobre a forma adequada de utilização e transporte das

obras;

§ 3º Manter vigilância e providencias para permanecer em boas condições as

instalações elétricas, hidráulicas, telhados, calhas e extintores de incêndio da

Biblioteca e ainda entelamento das janelas visando à proteção do acervo .

XII – AVALIAÇÃO DO ACERVO

Art. 11 – A Avaliação do Acervo é o processo usado para determinar a

adequação e o valor do acervo em função dos objetivos da Biblioteca e da

Instituição, possibilitando traçar diretrizes quanto à aquisição, à acessibilidade

e ao descarte.

Art. 12 – A avaliação quantitativa (tamanho e crescimento) e qualitativa (análise

do uso real) dos materiais bibliográficos é condição essencial para o

planejamento do desenvolvimento do acervo, pois só através delas é possível

conhecer com exatidão a coleção existente e a demanda de sua utilização.

Art. 13 – A avaliação do acervo deverá ser realizada sempre que se julgar

necessário ou com periodicidade pré-estabelecida e será de responsabilidade

do corpo técnico da Biblioteca, devendo seguir os seguintes critérios:

I – distribuição percentual do acervo por área;

II – quantidade de exemplares por aluno matriculado;

III – estatística de uso dos materiais bibliográficos;

IV – análise das bibliografias básicas e recomendadas.

Art. 14 – A avaliação visa formar e manter um acervo atualizado, completo e

adequado às necessidades dos usuários, evitando lacunas, duplicidades,

obsolescências, etc.

XIII – DO DESCARTE

Art. 15 – O Descarte deve ser processo contínuo e sistemático, visando manter

a qualidade do acervo, a economia de espaço e de recursos financeiros,

procedendo à retirada de material bibliográfico desnecessário.

Parágrafo Único – Os colaboradores da Biblioteca deve periodicamente

organizar lista do material a ser descartado para ser apresentada à Diretoria,

para fins de doação ou eliminação devendo seguir os seguintes critérios:

I – inadequação: obras que por modificações ou alterações dos planos de

ensino e/ou pesquisa não apresentam mais interesse para a Instituição. Inclui

também obras incorporadas ao acervo sem uma seleção prévia;

II – desatualização: obras cujo conteúdo já foi superado ou atualizado por novas

edições. Recomenda-se manter 1 (um) exemplar na coleção, como valor

histórico;

III – desuso: obras que não são consultadas a vários anos.